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O futuro do emprego e o emprego do futuro

O mundo de trabalho está em constante transformação, a cada dia novas profissões vão surgindo e outras desaparecendo, fazendo com que as pessoas tenham que se adaptar às mudanças para conseguirem se manter dentro da lógica das carreiras modernas.

Uma pesquisa realizada por Carl Frey, doutor em economia pela Universidade de Oxford e autor do estudo O futuro do emprego (2013) aponta que em 20 anos 47% dos empregos tradicionais terão desaparecido ou se reformulado. Isso não inclui apenas atividades de baixa qualificação, mas também profissões de níveis acadêmicos elevados como professores, médicos, advogados, administradores, etc.
Outro estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial revelou que 65% dos alunos em fase de educação básica irão trabalhar em profissões que ainda não existem.
Esses dados refletem a influência que a tecnologia vem exercendo nas atividades tradicionais. Nos próximos anos, a Inteligência Artificial irá transformar a economia de vários países, impactando no mercado de trabalho destes.
Todas essas mudanças estão sendo impulsionadas pela computação, automação de processos (substituição da força de trabalho humana pelo uso de softwares de inteligência e robótica), conectividade em tempo real (smartphones, internet, redes sociais e demais recursos que nos permitem ter acesso à notícias e informações a todo momento), Big Data (compilação e análise de um grande volume de dados gerados pela internet a cada segundo para aplicação em diversos contextos) e Internet das Coisas (interconexão de objetos usados no dia a dia com a internet).
O mercado de trabalho entrou na chamada 4ª Revolução Industrial, ou Indústria Digital 4.0, caracterizada pelo surgimento de uma rede de indústrias inteligentes, que utilizam tecnologia de ponta na criação de novos produtos, processos e modalidades de negócio.
Essas mudanças já começaram e irão se intensificar nos próximos 10 a 20 anos. As empresas exigirão ainda mais qualificação de seus funcionários; o que irá excluir profissionais semiqualificados do mercado de trabalho.
O emprego do futuro não exigirá apenas habilidades técnicas, pois estas serão aprendidas e executadas por robôs, mas também habilidades comportamentais como pensamento crítico, criatividade, liderança, saber trabalhar em equipe e inteligência emocional.
De olho no futuro, as sociedades enfrentarão novos desafios com a crescente preocupação em relação à preservação do meio ambiente e à sustentabilidade; alternativas para a mobilidade urbana, a busca por qualidade de vida, o que engloba desde uma alimentação mais saudável até a procura por comodidade na hora de fazer compras, estudar, trabalhar, morar ou se relacionar com os outros.
O envelhecimento da população será outro grande desafio, pois a expectativa de vida tenderá a ser cada vez maior. Com uma população mais idosa, crescerá a demanda por estruturas e serviços voltados para esse público em diversos setores da economia: serviços, saúde, indústria farmacêutica, lazer e turismo, entre outros.
Todas essas tendências e prospecções podem ser aproveitadas pelos jovens que estão em fase de escolha profissional ou mesmo por aqueles que já definiram suas profissões, pois poderão direcionar suas carreiras para possíveis áreas de interesse. A reflexão sobre o futuro é muito importante, pois pode auxiliar na melhoria das práticas no presente.

Fontes:
BARROS, José Floro S. Indústria 4.0 e as mudanças dos empregos. Blog do Floro, 2017. Disponível em: http://blogdofloro.blogspot.com/search?q=ind%C3%BAstria+4.0. Acesso em: 23 nov. de 2018.

FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL. 46ª edição, 2016, Davos. The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution. Davos, 2016, 267 p.

SCHNEIDER, Michelle. Palestra proferida no TED Talks, São Paulo (São Paulo), jul. 2018. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9G5mS_OKT0A. Acesso em: 23 nov. 2018.

 Fonte da imagem: Foursales.com.br