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Como os pais podem ajudar na escolha profissional

Os pais costumam ter diferentes atitudes e posicionamentos diante do momento de escolha profissional dos filhos.

Muitos pensam que não podem ou não devem interferir nesse momento de vida dos filhos, acreditando que ao deixá-los sozinhos e “à vontade para decidirem” não estarão influenciando as suas escolhas. 

Outros ainda acreditam que por terem mais experiência de vida e acumulado mais conhecimentos podem tomar decisões mais corretas para seus filhos, e passam a sugerir, direta ou indiretamente, que sigam determinadas profissões que julgam ser melhores para eles, considerando que terão mais oportunidades de ingressar no mercado de trabalho.

É muito comum entre famílias que tocam um negócio próprio, ou que um dos pais é um profissional liberal (médico, dentista, advogado, etc) verem no filho a possibilidade de dar continuidade ao seu projeto profissional. Os jovens dessas famílias ouvem frases do tipo: se você seguir direito herdará a minha clientela, a construtora tem que ficar com a família, seria bom que você fizesse engenharia civil.

Existem ainda os pais que querem realizar através dos filhos os sonhos e projetos de vida que não conseguiram realizar em suas próprias vidas, e com isso, sugerem insistentemente que sigam determinada carreira sem que o filho tenha a menor inclinação, motivação ou interesse por este caminho.

Evitar participar do processo de decisão do jovem temendo influenciá-lo, ou simplesmente não dar a devida importância a esse momento de vida dos filhos pode gerar neles um ressentimento por se sentirem pouco apoiados e solitários nessa fase que é de grandes dúvidas, conflitos e expectativas.

Do mesmo modo, pressionar direta ou indiretamente os filhos a seguirem determinadas carreiras, sem considerar seus interesses, habilidades, valores e aspirações significa impor aos filhos um projeto de vida que não é deles. Muitas vezes os filhos, por desejarem corresponder às expectativas dos pais e familiares “escolhem” seguir os caminhos que lhes são determinados. Porém no decorrer de suas vidas poderão ficar com a sensação de que as escolhas que fizeram não foram genuínas.

É muito importante que a família avalie sua participação no processo de escolha profissional do jovem, pois ele precisa sentir que pode conversar sobre seus anseios, preocupações, medos, expectativas e necessidades próprias do momento que atravessa.

Uma família que é “facilitadora” do processo de escolha do jovem procura identificar com ele suas potencialidades, habilidades, interesses, aspirações; ajuda-o a buscar informação profissional e o motiva a participar de um processo de Orientação Vocacional/Profissional, caso perceba que ele necessite. É uma família que respeita o jovem e permite que ele consiga chegar a uma decisão com maturidade e autonomia.

Todo processo de decisão é uma aprendizagem, saber decidir requer treinamento: conseguir avaliar as diversas opções tendo como base alguns critérios, considerar os “prós” e “contras”, as vantagens e desvantagens das diferentes opções para chegar à melhor escolha.

Os filhos devem ser estimulados desde cedo a fazer suas próprias escolhas e a arcar com as consequências das decisões que assumem. Uma vez atendi uma moça que dizia que não conseguia nem escolher direito as próprias roupas sem a opinião da mãe, como agora iria escolher uma profissão sozinha?

Pais que tomam decisões pelos filhos (a roupa que irão vestir, as atividades sociais que farão, os amigos que lhes convém ter, os cursos que deverão fazer, etc) esquecem de que com essa atitude acabam impedindo que seus filhos tenham suas próprias experiências, e que possam aprender com seus erros e acertos.

Além do apoio e da construção da autonomia para que seus filhos realizem suas próprias escolhas, os pais e outros membros familiares são importantes referências profissionais para os filhos, pois eles percebem no dia a dia a satisfação ou insatisfação dos pais e familiares exercendo suas profissões. Ele pode admirar o prestígio profissional do tio, o dinamismo e a criatividade da mãe, a ambição e o esforço do pai, ou pode, ao contrário, não desejar ter uma profissão semelhante ao pai por vê-lo sempre reclamando e infeliz com seu trabalho. As percepções dos filhos influenciarão positiva ou negativamente o processo de escolha profissional destes.

Uma vez atendi um jovem em Orientação Vocacional/Profissional que dizia que não via vantagem nenhuma em escolher uma profissão, pois via que seu pai “se matava” de tanto trabalhar para dar a ele e sua família um bom padrão de vida, e ele ao se tornar um profissional também teria que viver a vida que seu pai levava para conseguir sustentar sua futura família, ele percebia a vida profissional do pai como muito difícil.

Em outra ocasião atendi uma moça que queria muito seguir pedagogia, a mesma profissão dos pais que eram professores, pois admirava como eles eram dedicados e gostavam do que faziam, mas os pais eram contrários à escolha desse caminho, pois desejavam que a filha seguisse uma profissão que fosse mais rentável financeiramente.

Falar da própria profissão com os filhos pode ser de grande ajuda nesse momento de escolha, assim como favorecer o contato com outros profissionais cujas carreiras sejam do interesse deles. O mais importante é a abertura para o diálogo e a disponibilidade para ajudá-los a encontrar seus caminhos, pois só desta maneira se sentirão acolhidos e apoiados neste momento tão importante de suas vidas.

Referência Bibliográfica: Neiva, K.M.C. Processos de Escolha Profissional. São Paulo, Vetor Editora, 2013.

 

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